25/04/26 Is this thing on?

 ALÔ ALÔ

SERÁ SE EU AINDA SEI ESCREVER?


    FAZ UM TEMPINHO DESDE QUE VIM AQUI REVISITAR MEUS PENSAMENTOS E HOJE EU ACHEI QUE PODERIA SER INTERESSANTE TENTAR PERCEBER MINHAS EXPERIÊNCIAS RECENTES. VAMOS AOS DESTAQUES KKKK ╰(*°▽°*)╯

    Geralmente eu venho aqui e escrevo sobre algumas situações que me deixam completamente doidão da cabeça mas hoje eu tô sentindo vontade de escrever mas sem essa necessidade urgente de comentar sobre minhas mazelas emocionais. (👉゚ヮ゚)👉. 

    Hoje eu nem tô escrevendo acompanhado de música o que geralmente me ajuda bastante a fluir junto com meus próprios pensamentos pois eu nem tô em casa. Engraçado que eu começo a maioria das vezes falando sobre amenidades ou situações completamente aleatórias antes de entrar no que quero escrever de fato. Vou tentar não enrolar muito nesse texto. TENTAR kkk 



    Recentemente tive uma experiência que virou uma chavinha na minha cabeça na forma como eu me percebo e isso foi bem impressionante pq eu precisei me reorganizar e me perceber de uma forma nova e que exige uma nova construção. Vou contextualizar a experiência pra depois explicar como isso mudou minha cabeça doida. 


    Recentemente nesse período de páscoa eu fiquei bem saudoso da minha cidade e dos costumes que a gente tem nessa época que é MUITO diferente daqui no sudeste. Na minha cidade existem tradições de comida, na cultura e nas brincadeiras, mas aqui não existe nem 5% dessa experiência, enfim. Ver tudo isso de longe através dos grupos de WhatsApp e da família me deixou com muita saudade e meio tristinho de não poder viver mais isso na forma que sempre foi comum para mim. isso tudo virou tema de terapia onde meu querido psicólogo me falou coisas que alugaram um triplex na minha cabeça e me fez entender uma coisa muito importante: EU NÃO ESTOU MAIS NO CEARÁ KERELHONNNN




    Mais um salve pro meu querido psicólogo que sempre é um divo e me ajuda a ser menos maluco kkkk. Na terapia, eu comentei sobre essa experiência toda e escutei uma que eu deveria parar de querer viver as minhas coisas como se eu estivesse no Ceará pois eu NÃO estou no Ceará (risos). Além disso pude entender de forma mais concreta que eu preciso criar minhas próprias experiências pra constituir a vida que eu estou construindo e não querer reviver aqui uma experiência que eu não vivo mais no Ceará. No momento que ele falou isso eu senti o impacto, (pois a gente que tem prótese sente né Nicolly kkkkkkkkkk meme) e a ficha caiu que eu preciso criar raízes onde eu estou porque minha vida tá acontecendo agora. Menino isso ficou ressoando na minha cabeça por dias.


    Depois disso eu me empenhei em experimentar aquilo que tinha ouvido em sessão. Pensar isso me deu uma liberdade muito nova de descobrir algo que eu sempre quis, mas por outro lado eu também fiquei pensativo sobre a importância que isso tem na minha história. Eu até me senti muito mais leve por entender tudo isso porquê finalmente fez sentido pra mim de forma muito direta. Hoje faz mais sentido pra mim as experiências que eu vivo aqui e também entendi que eu posso revisitar sentimentos, gostos e memórias da minha cultura de uma forma muito mais singular e pessoal.


    Se ajeita aí  e pega o lenço que ainda tem mais assunto que agora vem outra experiência significativa que rolou e que isso também exigiu de mim uma nova organização pessoal e emocional. Hoje inclusive fazem 8 dias do acontecido e lembrar disso me deixa meio tristinho.
    No sábado passado (18/04/26) minha mãe me ligou pra conversar e em um momento da conversa meu sobrinho aparece e fala: "Titi, Aninha morreu". Nessa hora eu achei que era uma brincadeirinha e desconversei mas logo em seguida ele falou novamente a mesma coisa. Eu fiquei confuso e perguntei pra minha mãe que confirmou que era verdade. Nesse momento eu fiquei meio paralisado e sem entender nada. Perguntei pra ela o que tinha acontecido e ela comentou que Aninha tinha sido atropelada e que tinha encontrado ela já sem vida. Ainda meio confuso eu desconversei e encerrei a ligação pra processar aquela informação.

    Aquele dia acabou pra mim. Desmarquei todos meus atendimentos e chorei muito, fiquei extremamente triste e enlutado. Aninha era muito mais do que minha gatinha de estimação. Desde o momento que ela chegou na minha vida ela me salvou de uma forma muito linda e preencheu um vazio que estava muito grande em minha vida. Até eu me mudar pra cá eu sempre fiquei muito apreensivo por me separar dela e sempre tive esse momento como um grande medo que acontecesse. Aconteceu.
    Escrevendo agora eu fico bem choroso e emocionado. 
    Essa tem sido uma experiência bem dolorosa e confesso que ainda estou entendendo melhor a parte que me cabe nisso tudo. Mas uma coisa é certa. Ainda bem que Aninha aconteceu. Ainda bem que tive ela por tantos momentos em minha vida. Que bom que eu pude cuidar dela e me apegar tanto pra ter tantas memórias boas junto com ela. Ela sempre vai existir em mim e eu sempre vou lembrar dela com uma lágrima e com muito carinho.

UFA!
FOI ISSO (TUDO ISSO) QUE EU TINHA PRA ESCREVER E REVISITAR. HOJE DE FORMA MAIS CONSCIÊNTE E ENTENDENDO MELHOR A PARTE QUE ME CABE NA MINHA VIDA. DE OUTRA VEZ EU VOLTO AQUI PRA ESCREVER MAIS.














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